Quero guardar o vento
pote no peito
a sonoras gargalhadas
já não há espanto
só o olhar que se faz eco
e a tudo observa
no silêncio vejo
melhor
e permaneço inquieta
velo internamente
esse grito mudo
quase sorriso
em canto de
boca
feito asa que
liberta
pensamento melancólico
aqui, nesse instante
pouco penar
vários
lamentos
por toda fantasia
que rasguei em
fim de ciclos
e reafirmei com compostura
a cumplicidade do que
vestia
esse poema não fala nada
espreita todo esse silêncio
prestes a
explosão que submerge
e se prende na garganta
saltando aos olhos da desordem
dessa dor
absoluta
Adriane Lima
Arte by Chernigin Alexey