à flor da carne
entre olhos de silício
que embaçam a visão dos dias
meu poema vem dos rios
e dos risos, em tarde desperdiçada
interpelando a paz contida
vazada em silêncios e
intensidade
faço poemas contra o tempo
decifrando meus desertos
brindando as gotas de chuva
ou as estrelas do ocaso
nada corrói o meu poema
nem as traças das palavras rebuscadas
ou a unicidade harmônica o mundo
onde o dizer e não dizer nada
é a força que compõe o mistério
são descompassos internos
nos fios esparsos dos dias
lavando o pó da alma
Adriane Lima
Arte by Aykut Aydogdu
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