quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Jogos de Amor
Eu não sei dizer
se eu te amo ainda de verdade
mas sei o quanto você me fez sofrer
em busca dessa tal felicidade
sinto falta
sinto frio
de viver uma verdade
Se esse sentimento existiu
foi porque o tempo permitiu
deixar no olhar mais que saudade
sinto falta
sinto frio
de lembrar do teu querer
O que fomos um dia
desejo pairado no ar
mas quer saber?
vai ser melhor te esquecer
sinto falta
sinto frio
dentro e fora me mim
Talvez uma fase ou uma maneira louca
em saber que se me aproximar
depois de tanto te esperar
nem beijo ganho na boca
sinto falta
sinto frio
de ser assim tão pouca
Em nada vai dar esse meu engano
o fato é que ja comecei a olhar
em outra direção
tive a sorte de um amor tranquilo
vir bater em meu portão
sinto falta
sinto frio
de ser assim tua solidão
Confessar que chorei e não tive sorte
melhor fazer o mundo girar a mil
poucos caminhos me fizeram amar tão forte
sinto falta
sinto frio
Mas...
chega de viver um jogo infantil
Adriane Lima
Arte by Alberto Pancorbo
Janelas do medo
Dizer o que ao homem
propor viagens
esperas singulares
relatar memórias
viciá-lo de paixão?
Viver em seu próprio momento
como não entender o fogo
que foi morrendo
esse eterno retrocesso
feito de partidas
Embriaguez de vontades
rubro vinho feito sangue
buscando veia
taça espatifada ao chão
Sorve-lo como quem
alimenta perdões
mera satisfação do ego
e se essa recompensa
for o eterno jogo
de um poeta?
Saberei assisti-lo
e distraída buscarei
com perplexidade
toda essa soberba
Vinda do mesmo olhar
que ofertavas
em tua grandeza
e a paz de antigamente ...?
Adriane Lima
Arte by Serguei Ignatenko
Flores Astrais
Te trago astromélias
Que no nome trazem
o que na verdade
gostaria de te dar
Derramo em letras
minha oferta
palavras que escrevo
pétala por pétala
Lua ou sol
de um céu distante
nesse papel minha mão
se desalinha
faz círculos, cubos,
estrelas,riscos...
formas geométricas
para se libertar
Se não me guardas
porque não me libertas?
algemas de pensamento
rastros de uma fuga
palavras tão agudas
feroz silêncio mortal
Muitas vezes sem saída
sem definir o que me habita
sou estátua de sal
dura, pétrea
em minha própria vida
Receba as flores
assim caminharei
comovida
com nossa constante
eternidade....
Adriane Lima
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