domingo, 4 de maio de 2014

Uma ode as borboletas




Ela :
acordou a sede dos risos
despetalou lágrimas
em sequência de bem me quer

tensionou o mal me quer
sentou-se acomodada
e aos poucos desabotoou a dor
falou pelos cotovelos
dançou por entre a grama do jardim

ele :
quebrou o silêncio da sala
ao romper a porta do tempo
e mostrar-se de peito aberto
ao mudar a direção do vento
e atar os fios invisíveis

é certo que
nessa noite,dois corações
repousarão mais vivos




Adriane Lima




Arte by  Omar Ortiz

sábado, 3 de maio de 2014

Luz de um fenecer



Desejo colo
mãos que me
levantariam

desejo solo
pés que me
conduziriam

sair do sonho
alusão entre
vertigens de poeta

lembrar do grito
preso ao ventre
palavras inauditas

vaidade extrema
a luz do outro lado
onde morre a vida






Adriane Lima






Arte by Ricardo Fernandez Ortega

Azulácea






Eu queria o silêncio lunar
onde nada se propaga.
Não temer e em minha fé rezar
ante os demônios dessa estrada.
Vida, areia entre meus olhos cristalizados
Pulsão de vida e morte onde não se sente nada
Amortecimento...






Adriane Lima




Arte by Yves Pires 
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