quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Triste verdade..



Eu não queria que Natal fosse assim
Compras, correrias sem fim

Eu não queria que o Natal fosse assim
Palavras, cartões enviados por formalidades

Eu não queria que o Natal fosse assim
Comilanças, presentes e desigualdades

O Natal é uma data para se festejar o nascimento de Cristo
que na verdade é o menos lembrado nesse momento

Homens e seus valores
Homens e seus temores
Homens e seus amores

Por supérfluos, subterfúgios sem critérios

Homens e suas verdades 

Homens e suas vaidades

Tão vazios de humanidade, solidariedade,

fraternidade
 

Gesto universal

Palavras tão lembradas apenas no Natal !!

 



Adriane  Lima

Era Natal

Era Natal


Quando acreditei que os sonhos vinham em forma de presentes

Quando achei que Noel nunca seria ausente


Era Natal


Quando vi nos olhos de meus filhos o brilho vindo em brinquedos

Quando achei que conhecia a magia desses gestos e segredos


Era Natal


Quando olhei os que não tinham com quem festejar

Quando o Espírito de Natal teimava em não reinar


Era Natal


Quando tantos não entendiam o seu significado

Quando eu via um mundo que  estava machucado


Era Natal


Quando eu tinha vários motivos para não comemorar

Quando eu respirei fundo e estava viva para transformar


Era Natal


Quando o mundo girava mesmo sem sair do lugar

Quando eu sorri e resolvi de novo acreditar...


Sonhos

Presentes

Lembranças

Infância e tudo mais que eu puder fazer para me alegrar....



É Natal!!!

Faça de tudo para que seja em família ou entre amigos,

Ao lado daqueles que ainda vivem,ainda riem,ainda sonham...

Não seja pequeno diante da grandeza do mundo.

Ele...acreditou em você ...

Te deu mais um ano de jornada.

Quer mais motivos para comemorar??!!


Feliz Natal


Para todos aqueles que acreditam ou não no verdadeiro Espírito Natalino!!!







Adriane Lima

Auto-Retrato de um Poeta



Diante de um mundo real
o poeta sonha o impossível

Costura, modela e com versos
prolonga o invisível
une mundos recortados
sentenças de vida e morte

Crê em sonhos aplacados
onde galáxia de palavras
se abrem e modelam predicativos

Sede de dilúvios
visões de desertos
poeiras de papel
cotidiano feitos de parábolas

Vida retrato
desejo moldura
sílabas silenciosas
onde se tramam as amarguras

Entre a turbulência
caminha o poeta
estilhaçando medidas
de criador e criatura

 




 Adriane  Lima







(Aos meus amigos poetas : Orlando Bona Filho e Bruno J. Mafra )







Arte by  Ana Luísa Kaminsk

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