Há os dias doloridos onde olhamos ao redor e tudo nos dói dores da alma imaterial da alma que sucumbe em existências sutis dói a música mesmo que fale de beleza entre chegadas e partidas dói a delicadeza de uma carta de amor com todas suas intenções melodramáticas dói o olfato experimento que traz junto o doce perfume que exala a flor tudo dói o papel me dói o poder de escrever um único verso me dói a chuva que cai lá fora, me dói o cão que late longe daqui ,me dói o silêncio dentro da casa,me dói as longitudes me doem como se entrassem no meu corpo adentro
É pena que você não saiba de toda falta que me faz acho que nem mesmo eu sabia ou tão pouco admitia o que essa vida vazia, iria representar
tem dias que busco alegria onde menos se possa pensar em formas da natureza na fumaça da xicará de café onde minha lágrimas caem e aumentam esse amargor
Sabia que não seria fácil olhar teu espaço vazio os objetos inanimados e deles o pó retirar
somos na verdade duas partes de um todo como se uma estivesse no céu,outra no mar
sei que tudo tem seu tempo e mesmo com todo sofrimento tento com sua voz me ninar voz revestida das gargalhadas soltas em pleno ar
já me feri tantas vezes mas essa realidade é urgente não há mais como a enfeitar
Prisões não combinam com asas alimentando intenções de pássaros que desejam para sempre voar
Você se foi eu fiquei me dissipando feito nuvem me derretendo feito gelo além de densidades absolutas
e hoje enfim confesso que minh' alma peregrina cansou de se materializar