Não espalhe as nódoas de teu amor ressentido talvez houvesse flores entre teus medos escondidos
não jogue aos sete ventos um novelo de açoites mesmo com todo silêncio
em tua sombra eu pressinto o sal ,o desgosto, o ataque do bicho faminto
de mágoas eu entendo, me perguntes eu não minto
estreitos dias de rotina em que contarias nos dedos o sorriso já extinto mas hoje de teus lábios saem arenosos rancores onde sonhos adormeceram
eu sigo, tirando a poeira do caminho ,amansando o tempo e então penso com alívio que o abismo que nos separa poderia apenas ser a poesia buscando a força nas palavras e a fragilidade na ação
já que nunca me perguntastes onde o verbo mora se pudesse te diria que é em outra dimensão
não me sigas se lá eu for há um punhado de gestos inatingíveis a verdade silenciosa morrerá em meus olhos pelas palavras interditas na sublimação