segunda-feira, 23 de abril de 2012

Maternas asas



A mente confusa
me acusa do sono roubado
não quer descansar
olhos vidrados em pleno voar

O dia clareando
pássaros cantando
silêncio no resto da casa

Dorme em mim
a mãe leoa
a mão patroa
a mãe bela
a mão fera
adormecem sem voz

O vazio da idade
faz a maternidade sangrar
rio vermelho que foi sumindo
solidão mulher veio surgindo

filhos de asas,partiram

Não voamos mais juntos
estanquei
em raros momentos de voos : eu solo...

 

Adriane Lima


(imagem :Sophie Wilkins )

4 comentários:

  1. Nossa! Estava com saudades de passar por aqui.

    Linda poesia. ME LEMBREI DA MINHA MÃE QUE MORREU QUANDO EU TINHA 13 ANOS.

    ABRAÇOS.

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    Respostas
    1. Cicero, senti mesmo tua falta!!!Quanto a sua mãe guarde dela as melhores lembranças e carinho de filho...voamos sempre todos juntos!!!

      Beijos

      Adri

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  2. Querida Adri...
    Sei bem o que diz e compartilho, muitas vezes,
    de sentimentos parecidos com os teus.
    Sabe, um dia algo me chegou pelo vento.
    Algo profundo e que me fez pensar:

    Todo crepúsculo é mágico...
    Até que um dia se procure a morte nascer de Sol.
    E se consiga a vida, num morrer de Lua.

    Um beijo muito grande,
    Maü Cardoso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que lindas palavras Maurício,também acho que todo crepúsculo é mágico, ele traz mesmo a força da vida e suas mutações.
      O que me escreveu já é um poema!!!!

      beijos

      Adri

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