quarta-feira, 27 de maio de 2015

Fagulhas de uma totalidade





Minha palavra, circula sangue
nesta estrada
não há sinal de vida
antes a morte, que a ferida


viver sem ter liberdade
olhos sem dimensões
vislumbram o caminho da verdade


aonde está a direção
que dá em alguma parte ?
cedros, cidras mediterrânea
o rubro sepulcro de cada um


homens valem menos que diamantes
universo amargo e belicoso
quem fomentou a guerra
acordou a cadela dos dentes ardis
que adormecia na frágua de Gibraltar


fez do avesso seu açoite
arrancou a pele dos sonhos
explorando novas sementes
entre corpos em visagens


o mundo é amargo e portátil
se a ele cabe ter cercas
entre dois continentes


onde poderá o homem
viver com dignidade
sem fazer história
com seu próprio sangue


minha compaixão
desejará plantar flores
enquanto acreditar na filosofia
do existencialismo




Adriane Lima






Arte by  Andrea Chisesi

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